Tô nem aí com o clima de "já ganhou". É já ganhou mesmo!!! Hoje é dia de gritar PENTACAMPEÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!! O primeiro da história do Campeonato Brasileiro, tsá, Flamengo? Porque o campeão de 1987 foi o Sport de Recife.
Vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos ser campeão (não tenho culpa gente, eles esqueceram o plural pra rimar com "coração" rs), vai lá, vai lá, vai lá, vai lá de coração!
Também resolvi participar da divertida blogagem coletiva da bolsa, iniciada pela Denise, na qual revelamos um dos grandes segredos femininos: afinal o que tanto carregamos em nossas bolsas?
Eu uso várias bolsas, mas essa, por ser basicona, é a que eu acabo usando mais.
Dentro dela eu levo:
- minha carteira, vermelha como a da maioria das mulheres dessa blogagem coletiva;
- um livro, sempre. No momento estou lendo "O valor do design", que tem umas dicas sobre a minha profissão. Quando vou comprar uma bolsa pro dia a dia sempre observo se dentro dela caberá um livro. Se não couber, não serve pra mim;
- minha chave, com esses chaveiros que adoro: um dos Beatles, que ganhei de um amigo também beatlemaníaco, e um canivete suíço com utilidades femininas, como lixa de unha e pinça, que ganhei de um dos melhores professores que já tive, o Lua, que dava aula de ilustração no curso técnico, há 10 anos;
- meu guarda-chuva, rosa, super "discreto";
- meu MP3 Player, porque sem música eu não vivo;
- meu celular;
- meu Bilhete Único, pra eu me locomover pela cidade;
- um cachecol. Explico: como o tempo em São Paulo é maluco, eu às vezes levo um cachecol na bolsa, just in case;
- alguns itens essenciais para a minha sobrevivência: lenço de papel, caneta, chiclete, pó compacto, gloss, gel anti-séptico para as mãos, espelhinho com escova de cabelo, colírio e soro fisiológico para o nariz, que são muito úteis em dias poluídos.
Meus óculos escuros não apareceram na foto porque eu tinha saído à noite e não tinha levado mas eles estão sempre comigo.
Pronto, essa é a minha bolsa básica. Dependendo pra onde eu for, também levo uma necessaire pequena com base, corretivo, lápis de olho, rímel, fio dental, escova e pasta de dente. E vocês, o que levam na bolsa?
Como bien dice Inagaki "El portuñol nada más es que la tradución lingüistica de nostra tremienda cara de pau". hahahahahaha
Creo que non tengo cara de pau suficiente porque quando estive en Buenos Aires yo tenia tanta verguenza de hablar portuñol que simplesmente non hablava nada; yo ficava sempre con cara de paisaje o con cara de "hã?", cosa que divertia los hermanos. En Barcelona, lo mismo, peró lá yo comprendia mejor lo que hablavan. Gracias a Dios mi hermana habla un poquito de español e me ayudó a non pagar el micón.
¡Vamos a celebrar esta data tan especial! ¡Hable un poquito de portuñol usted también!
"Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas
por Gilberto Dimenstein
O filme "Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas. Mais do que a envolvente denúncia da banalização do mal no Brasil, na qual policiais e bandidos se transformam em animais e criminosos, o filme provoca uma reflexão sobre a responsabilidade individual.
O inocente consumidor de maconha, sentindo-se conectado com a natureza ou com a leveza espiritual, ou o alto executivo que consome cocaína são apresentados também como sócios do tráfico --e com razão.
É fácil apenas culpar o governo, a polícia, os traficantes, e assim por diante. Mais difícil é nos culparmos --e, aí, está, um dos problemas brasileiros. A culpa é sempre dos outros. Vejamos:
Muito mais do que as drogas, o que mais mata no Brasil é o álcool, uma das causas das 100 mortes diárias e mais de 100 mil feridos por ano no trânsito. Nem os publicitários nem os veículos de comunicação que exibem os anúncios de cerveja, com sedutores apelos, se sentem minimamente responsáveis por essa tragédia. A culpa? Só do governo.
Um motoboy morre por dia apenas nas ruas da cidade de São Paulo (e mais 25 por dia ficam feridos). Isso porque contratam-se empresas irresponsáveis de entrega. Mesmo sabendo que já existe um selo de qualidade para moto frete. A culpa? Só do governo.
As pessoas emporcalham as ruas com lixo apenas porque não têm paciência de jogá-lo em algum lugar apropriado. Madames não se incomodam que seus cachorros façam das calçadas banheiros. A culpa? Só do governo que não limpa as ruas.
O governo sobe os impostos sem parar assim como contrata novos funcionários públicos sem parar. Pouco se faz contra essa extorsão. Nem mesmo sabemos como o orçamento é feito. De quem é a culpa? Do governo.
Deputados, senadores, vereadores cometem crimes e fazem negociatas, mas pouco acompanhamos seus mandatos. Durante a campanha, preferimos o show do marketing do que a análise de propostas. Até nos esquecemos em que votamos. De quem é a culpa? Dos políticos.
Não quero deixar, claro, de responsabilizar os governos. Mas apenas dizer que, num mundo civilizado, todos deveriam saber quais são seus direitos mas também seus deveres. Isso é o básico de cidadania, cuja discussão o filme, através da droga e da violência, lança com alto teor pedagógico _--portanto, deveria ser obrigatório na escolas.
É um bom debate para que saiamos dessa adolescência da cidadania, com muitos direitos e poucos deveres.
*
Assim como é obrigatório pensarmos que, no futuro, a droga não será um problema de polícia, mas apenas de saúde pública. Não sei se a repressão não acaba fazendo mais mal do que bem no combate ao vício.
Escolhi publicar esse texto do Gilberto Dimenstein na íntegra, porque ele retrata exatamente o que penso e as coisas que me vieram em mente ao assistir "Tropa de Elite", na sexta passada. É um dos melhores filmes que assisti nesse ano, com um show de interpretação de Wagner Moura. Perdoem a "crítica" cinematográfica tão pobre mas sobre a "mensagem" do filme, o Dimenstein já disse tudo.
Alguém lembra desse post? Ele foi escrito no dia 30/05, quando eu comprei o ingresso da esquerda e não aguentava de ansiedade por ter de esperar quase 5 meses pra usá-lo.
Bom, o dia está chegando (domingo) mas eu queria mais! Eu sabia que o Incubus faria dois shows em São Paulo (no domingo e na segunda), mas como eu já tinha ingresso pro domingo, fiquei enrolando pra comprar o de segunda. Resultado: fui viajar e, quando voltei, os ingressos de segunda estavam esgotados.
Mas fã é fã e eu dei um jeitinho. Eu até cogitei ir ao Rio pra ver o show no sábado mas depois pensei "já que vou gastar, tento comprar na porta mesmo...". Ontem, enquanto eu combinava com meu amigo Rogê de ir lá na porta na segunda, lancei um "apelo" em todas as comunidades do Incubus no Orkut: COMPRO INGRESSO PRO SHOW DE SEGUNDA!!!
Cinco minutos depois um cara me escreveu dizendo que tinha um ingresso. O valor? Duzentos reais! Eu perguntei: "Esse ingresso é pra pista?". E ele, super "simpático": "É pista, sim. O camarote custava R$ 300, e isso em junho". Pra não ser mal educada e responder "Então enfia seu ingresso no PIIIIIIIIIIIIII!!!!", resolvi ignorar e manter o plano de ir pra porta na segunda. Mas ontem à noite, enquanto eu redigia meu diário de viagem, eis que surge a mensagem de um moço que tinha um ingresso de estudante e por um preço justo. Resumo da ópera: hoje fui buscar o ingresso pro show de segunda, à direita na foto.
Apesar de eu ter me dado bem, fiquei com pena do moço... Assim como eu, ele tinha comprado há meses, mas sua empresa resolveu marcar uma reunião justo pra esse dia.
Um detalhe interessante (criado pela minha imaginação fértil): eu não perguntei, mas desconfio que, dentre tantas propostas de compra ele tenha decidido vender pra mim porque somos "brimos" libaneses. Sim, somos um povo unido!
Outro detalhe: o moço era beeeeem bonitinho. Mas tem namorada... Humpf! Nem tudo é perfeito.
Tranquilo levo a vida, tranquilo não tenho medo do mundo não tenho medo do mundo não vou me preocupar não vou me preocupar
Tranquilo, levo a vida, tranquilo não tenho medo da morte não tenho medo da morte não vou me preocupar não vou me preocupar
Que passe por mim a doença que passe por mim a pobreza que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande que passe por mim a má sorte que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranquilo levo a vida, tranquilo não tenho medo do mundo não tenho medo do mundo não vou me preocupar não vou me preocupar
Que me passe a doença, que me passe a pobreza que me passe a maldade que me passe que me passe, vou levando e que me passe a má sorte que me passe a inveja que me passe a guerra.
Baixe Tranquilo, com Bebel Gilberto e Orquestra Imperial, aqui.
Hoje assisti Maria Antonieta, da Sofia Coppola, e além de ter gostado do filme, tenho uma coisa importante a dizer...
... um desse pra mim, por favor!
O moço se chama Jamie Dornan e é irlandês. Foi namorado da Keira Knightley e dizem que andou "pegando" a Mischa Barton, a Marissa, do O.C. Sortudas.
No filme ele faz o papel de um conde sueco que foi um dos amantes da Maria Antonieta e sua breve aparição vale o "ingresso".
Tá, ok, além disso, como eu disse no começo, achei o filme muito bom. Na época do lançamento no cinema confesso que fui influencida pelas críticas (a maioria negativas) e não quis assistir, mas quem gostou de "As Virgens Suicidas" e "Encontros e Desencontros", trabalhos anteriores da Sofia Coppola, deve gostar de "Maria Antonieta" também. Baseado em livro de Antonia Fraser, "Maria Antonieta" tenta humanizar a rainha da França, conhecida pela frase "Se não tem pão, sirvam brioches!", que no filme é colocada como uma das milhares de calúnias criadas para ofender a rainha, que era austríaca.
Bom, pra quem se interessou pela história, gosta dos filmes indie da Sofia Coppola ou também achou o moço bonito, "Maria Antonieta" é uma boa pedida.