Daniele Fátima
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Música, Esportes
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Músicas que eu gostaria de cantar - II

Essa foge totalmente ao padrão "cantora de baladinha falando pro público 'vamos lá!' na hora do refrão" mas, ainda assim, eu gostaria muito de cantá-la, mesmo que fosse num karaokê.

Gosto muito do Keane, e já devo ter publicado aqui quase todas as músicas do primeiro álbum deles, Hopes and Fears, de 2004. Eu os ouvi pela primeira vez no início de 2005, porque eu li em algum canto o nome do álbum e achei lindo. É bem simples como título mas acho que "esperanças" e "medos" de certa forma sempre caminham juntos e, como na época eu tinha muito dos dois, a identificação foi imediata.

O Keane é uma banda curiosa: eles não contam com guitarrista e baixista em sua formação. São apenas o vocalista, Tim Chaplin, o baterista Richard Hughes e o pianista Tim Rice-Oxley. Além de Hopes and Fears, eles lançaram em 2006, Under The Iron Sea, que é bom, mas não tanto quanto o primeiro.

Com vocês, Your Eyes Open, a "música que eu gostaria de cantar" de hoje.

 
For a moment your eyes open and you know
All the things I ever wanted you to know
I don't know you and I don't want to
Till the moment your eyes open and you know


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Veja que porcaria

Vi lá no Inagaki e resolvi aderir, pois não suporto essa revistinha xexelenta e manipuladora que conta com o "pensamento" de babacas como o Diogo Mainardi e leva pessoas de bem a proferir a medonha frase "eu sei, li na Veja" .

Bom, é o seguinte: o jornalista Luís Nassif montou um dossiê a respeito da revista Veja. São muuuuuuitas páginas, mas a introdução já representa tudo o que penso sobre a revista:

"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico."

Confira aqui o dossiê completo.



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Chochando o Oscar

Como eu disse no post anterior, uma das prinicipais atrações do Oscar é falar mal das montações no dia seguinte. Então 'bora exercitar a chochação do day after?

Começando com a mais brega da noite, Rebecca Miller, esposa do ma-ra-vi-lho-so – e vencedor do prêmio de melhor ator – Daniel Day-Lewis...

... que também não era dos mais elegantes com esse cabelo "esqueci de passar no barbeiro" e essas argolas de pirata, mas que está acima de qualquer suspeita por ser um puta ator, charmosérrimo e eternamente o Tomas da minha memória.

Agora um figurino polêmico...

... Diablo Cody, vencedora de melhor roteiro original por seu trabalho em Juno. As opiniões estão divididas nos sites que visitei mas vou dar meus dois centavos: eu gostei. Tudo a ver com a personalidade da moça que, justamente por isso, sustentou o figurino ousado. Fora que deve ser legal se chamar Diablo.  Ah, e a tattoo dela também é legal (mas não aparece direito nessa foto, sorry).

Preparem-se para o susto...

Prontos?

Então lá vai:

Boooooo! Tilda Swinton foi de saco de lixo e ganhou a estatueta por sua (brilhante) atuação em Conduta de Risco. Tive medo.

James McAvoy, shampoo. Beijos!

A Ellen Page foi com um modelito de R$ 50 aqui do Bom Retiro (juro que não fui eu que vendi) e um colar de pérolas plásticas da 25 de Março. Nada contra, mas isso é o Oscar, pô!

Penelope, me explica, pra quê essa vassoura de piaçava grudada no seu vestido? Hein, hein, hein? Foi por isso que seu bofe não quis sentar perto de você?

Viggo, quem te viu...

... e quem te vê:

As rainhas do botox...

... Nicole Kidman, que eu achava super elegante, mas de quem peguei antipatia depois que ela adulterou o próprio rosto, virando uma boneca de cera ambulante. O pretinho era básico demais e ela colocou esse colar bagunçado pra incrementar. Não funcionou...

... e Renée Zellweger, que parece cada vez mais com um andróide. Ela era muito mais legal gordinha, de Bridget Jones. Achei o vestido bonito, apesar da fenda exagerada, "dizendo": olha como estou sarada!

Agora chega de chochação, vamos ver gente bonita e bem vestida.

Jessica "don't call me latina"* Alba, que eu acho chatinha, está linda grávida e muito bem vestida, com esse modelo vinho e maquiagem perfeita. (*O Perez Hilton a chama assim e eu acho muito engraçado. Ela gosta de fingir que não é latina. Pffff...).

Finjam que não estão vendo a namorada sem-graça com vestido de cortina. George Clooney está sempre perfeito.

Os vermelhões vieram com tudo. Como é minha cor preferida, claro que adorei os seguintes vestidos:

Anne Hathaway, que é sempre elegante.

Katherine Heigl, que é linda mas estava super nervosa ao apresentar um dos prêmios (ela mesma confessou isso ao subir ao palco). 

E agora, os mais lindos da noite...

Javier Bardem, melhor ator coadjuvante. Discurso em espanhol e tudo. Fiquei com inveja da mãe (e acho que a Penelope também)...

Marion Cotillard, melhor atriz por seu trabalho estupendo em Piaf. Linda! Muita gente falou mal desse vestido mas eu acho que roupa é uma questão de "saber sustentar" e ela sustentou o modelito sereia. Classuda, maravilhosa. Paguei um pau mesmo!

 

Essa cerimônia foi fraca em termos de breguice e gafes. Só nos resta esperar até o ano que vem pra ver mais!

Uma dica: lá na Denise tem um post no qual ela e outros blogueiros comentaram o Oscar em tempo real. As "chochações" de lá estão engraçadíssimas.



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Desejo, reparação, depressão...

Hoje finalmente assisti a Desejo e Reparação, um dos candidatos ao Oscar de melhor filme. Dos indicados nessa categoria eu só tinha visto Conduta de Risco, que é muito bom, por sinal. Que cinéfila de araque que eu sou! Pretendo me redimir vendo ao menos Juno no fim-de-semana. Sangue Negro e Onde Os Fracos Não Têm Vez ficarão pra depois da premiação, infelizmente.

Abre parênteses. Tudo bem que o Oscar é uma premiação super manjada, feita para promover a indústria de Hollywood, e que não serve de parâmetro para avaliar a real qualidade de filmes e atuações, blablabla whiskas sachê, mas quem gosta de cinema sempre acaba acompanhando. Quem gosta de moda e de fofocas de celebridades também, pra no dia seguinte ficar falando mal dos vestidos, cabelos, maquiagens e discursos bregas. Como eu gosto de tudo isso, fico morrendo de sono na segunda-feira mas sempre acabo assistindo até o final. Fecha parênteses.

Bom, mas voltemos a Desejo e Reparação... Tudo bem que eu já tinha lido a sinopse e esperava um daqueles dramalhões britânicos a la Jane Austen mas, p***a, deprimi!

Apesar da depressão, vou citar o que, pra mim, são as qualidades do filme: a química entre Keira Knightley (cujo nome eu sempre preciso copiar e colar) e James McAvoy, fiel à tensão e ao drama que envolvem seus personagens; a atuação da jovem Saoirse Ronan (cujo nome eu também precisei copiar e colar); a trilha sonora, com um insistente som de máquina de escrever, coerente com a trama; a surpreendente aparição de Vanessa Redgrave, revelando o final; e cenas lindas, das quais eu destaco as do casal na biblioteca e, principalmente, a de Robbie, personagem de McAvoy, percorrendo uma praia francesa repleta de soldados, num take contínuo de uns cinco minutos que transmite claramente a medida de seu desespero e desorientação.

Bom, como eu já disse, eu já fui pronta para um filme triste e fiquei o tempo todo tensa, esperando as coisas darem errado e torcendo para que a reparação do título fosse o que eu estava pensando. Porém, o final me surpreendeu e me deixou com um tremendo nó na garganta, o que considero como mais uma qualidade de Desejo e Reparação: o filme não apela para sentimentalismos baratos pra fazer o espectador chorar. Você sai do cinema pensando na culpa e na fantasiosa redenção que os personagens ganham.

Bom, como não sou capaz de fazer uma aposta pra domingo e nem de escolher um favorito, já que só vi dois dos indicados, só resta me esperar.

Pra quem mora em São Paulo, o filme só está passando no Reserva Cultural, aquele cinema caro e frescurento que não vende pipoca (e que foi onde eu vi), e no Espaço Unibanco, em apenas dois horários.



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Músicas que eu gostaria de cantar

Tenho uma fantasia secreta – e que deixará de ser agora – e quase inconfessável de tão ridícula e engraçada: quando tô ouvindo uma música no MP3 player e sinto vontade de cantá-la alto, me imagino sendo não uma estrela da música pop, mas uma cantora de bandinha de balada falando pro público na hora do refrão "vamos lá, todo mundo!".  Sendo assim, inauguro uma nova série aqui no blog: músicas que eu gostaria de cantar.

Já aviso: eu ouço um monte de tranqueira pop e já passei da fase de querer parecer inteligente, cool (ou melhor, cuuuuuuuu). Portanto, sinto muito pra quem se decepcionar, pensando "nossa, ela ouve isso?". OUUUUUUVO!

Música que eu gostaria cantar de hoje:

 
 
Vamos lá, todo mundo!
 
Creo que empiezo a entender
(Despacio despacio, empiezas a entender)
Nos deseábamos desde antes de nacer
(Te siento, te siento, desde antes de nacer)
Tengo el presentimiento de que empieza la acción
(Adentro, adentro , te vas quedando)
Que las mujeres somos las de la intuición
Así, estoy dispuesta a todo amor.


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Belo e bizarro (reloaded)

Publiquei esse post pela primeira vez no dia 27/06/2007 mas durante a semana, ouvindo essa música, tive vontade de republicá-lo, pra dividir essa música e clipe lindos com quem ainda não ouviu/viu.

Então lá vai: A Sorta Fairytale, com Tori Amos e o lindésimo (sic) Adrien Brody (Eu acho, tá? Tô nem aí... ).


Música linda + cantora talentosa (e bonita) + ator lindo* = clipe inusitado.

A Sorta Fairytale, de Tori Amos, com participação do *Adrien Brody, que é o feio mais lindo que eu conheço (ou melhor, não o conheço, infelizmente). Tudo muito belo e bizarro.



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Eu sou legal!

Eu sabia que o UOL mais cedo ou mais tarde iria perceber isso!

Valeu!



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Direto da Coréia

Trabalho no Bom Retiro, bairro paulistano que já foi reduto judaico, conforme retratado no filme O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, e que desde meados da década de 1990 teve um boom de imigração coreana.

Ainda é possível ver muito judeus por aqui – e também bolivianos, que são mão-de-obra barata para as confecções dos coreanos, o que seria assunto pra outro post –, mas são os asiáticos que dominam o bairro mesmo. É impossível andar por aqui e não ouvir alguém conversando em coreano.

O "Bonra" dos judeus ganhou diversos restaurantes coreanos, lojas de produtos típicos e até agências de viagem especializadas. Confesso que não simpatizo muito com meus "vizinhos" asiáticos, porque muitos deles, principalmente nas lojas de roupas, são extremamente grosseiros com brasileiros. Porém, nas minhas andanças por aqui, descobri um produto coreano muito bom: o Melona.

O Melona, como o próprio nome sugere, é um delicioso sorvete de melão (mas existem também outros sabores) que eu experimentei hoje. Todo dia eu passava em frente a uma loja de produtos típicos coreanos e ficava com vontade de experimentar mas nunca comprava. Eu nunca vi esse sorvete em nenhum outro lugar de São Paulo mas, a quem interessar possa, aqui estão os pontos de venda do produto.



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Can you read my mind?

I don't mind if you don't mind 'cause I don't shine if you don't shine...



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Drops

• Alguém pode pelamordedeus me dizer quando o Radiohead e o Queens of the Stone Age tocarão no Brasil?

• Pra quem gosta de Lost, recomendo a visita ao fórum Lost in Portugal. No link Episódios Online é possível assistir aos episódios da quarta temporada com legendas em português, sem precisar fazer download dos arquivos. Assisti aos três primeiros da quarta temporada durante o fim-de-semana e cheguei mais uma vez a conclusão de que sou viciada na série.

• Acordei de bom humor. Acho que vou aproveitar pra brigar com a Telefônica, que continua nos fazendo de palhaços. Já fiz uma segunda denúncia na Anatel mas ainda não consegui resolver o problema da cobrança indevida.



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Que fofo!

Buon San Valentino a tutti!



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Valeu, Guga!

"Não é que eu não queira jogar mais, é que não consigo mais".

Fico triste que o Guga tenha que se aposentar por não conseguir mais jogar. Ele é virginiano como eu, e para nós, perfeccionistas, o trabalho tem uma grande parcela de importância na vida. Imagino o quanto dói pra ele se sentir incapaz de fazer o que mais gosta.

Desde que seu rendimento começou a cair, há alguns anos, me pareceu que fosse mais uma questão psicológica do que física. Depois ele passou por algumas cirurgias e realmente nunca mais conseguiu jogar como antes. No ano passado (se eu não me engano), Guga sofreu outro baque, com a morte de seu irmão Guilherme, que era deficiente mental, e ficou ainda mais fragilizado.

De qualquer forma, só nos resta a agradecer muito pelo que Guga fez pelo tênis brasileiro. Além de ter sido um campeão nas quadras, o cara também é um exemplo fora delas, tendo criado no ano 2000 o Instituto Guga Kuerten, que, por meio do esporte, ajuda pessoas com deficiência e crianças carentes em Santa Catarina.

Leia mais sobre a despedida de Gustavo Kuerten, aqui.



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Sobre o silêncio

"E a lona rasgada no alto

No globo os artistas da morte

E essa tragédia que é viver, e essa tragédia

Tanto amor que fere e cansa".

Palhaço do Circo Sem Futuro – Cordel do Fogo Encantado

 

Sou muito sensível. Assim como tantas outras coisas que preciso mudar, gostaria de não ser tão exagerada nesse aspecto. Por causa dessa minha característica, os dramas da vida cotidiana acabam me afetando mais do que deveriam. Pra “ajudar”, estou com uma TPM do cão, dessa vez mais torturante para mim do que para os outros.

 

E foi nesse clima que ontem chegou uma notícia muito triste lá em casa, daquelas que pensamos só ser possível em livros ou filmes. Um pai de família – de uma família amiga – decidiu partir. Se formos pensar bem, livres de qualquer conceito religioso que nos foi ensinado, temos o livre arbítrio e, sendo assim, podemos fazer de nossa vida o que bem entendermos. Não escolhemos nascer, mas podemos escolher morrer. Uns dizem que essa é uma escolha covarde, outros, que é preciso muita coragem para fazê-la. Eu não sei, e não pensei em nada disso. Eu só pensei no silêncio...

 

O silêncio é a maior tragédia que pode acontecer na vida de uma família. O silêncio para evitar conflitos, para esconder as perversões da alma, para parecer perfeito para o outro, para não ter que se relacionar. Ser "café-com-leite" na vida. Porque se você está quietinho no seu canto, ninguém pode reclamar, dizer que você está atrapalhando.

 

Talvez o que vou escrever seja um clichê, um sentimentalismo barato, mas eu sou brega assumida mesmo. A verdade é que a tragédia na porta ao lado me fez pensar nos sentimentos que desperdiçamos por preferir ficar em silêncio, pra se preservar. E nas picuinhas que arranjamos por tão pouco. Tive vontade de dizer aos meus pais, meus irmãos e meus amigos o quanto eu preciso deles. Quis pedir desculpa pelo silêncio e pedir que eles também não se calem.

As coisas só são inesperadas quando protegidas pelo silêncio. E quando chegam assim de repente, acabam doendo mais.



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Cinzas

"Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser..."

"Quem é você?", estava escrito em letras garrafais num guardanapo amassado que o garçom, já cansado, entregou. O Carnaval estava apenas começando mas a noite não prometia nas ruas vazias de um bairro sempre animado. Quem mandou ficar em São Paulo?

Ela sempre fica constrangida com esse tipo de situação. Aliás, ela sempre fica constrangida com tudo, dominada por uma timidez que agora tenta assumir, em vez de negar ou tentar esconder. Acha que todo mundo merece uma resposta mas o rapaz não a atraiu e ela não soube fazer nada diferente do costumeiro: riu e ignorou. Por mais que não haja maldade nem arrogância nesse ato, no fim é sempre o que parece. Ela se sente mal, mas não consegue ser diferente.

Ela pensa demais e sempre busca um significado oculto em coisas que são simples e objetivas. Sendo assim, obviamente buscou um "algo mais" na pergunta do guardanapo. Ele provavelmente só queria saber o nome dela, puxar papo. Mas ela achou que essa fosse a mais filosófica das questões e o deixou ir pra casa sem uma resposta. Mas dessa vez, a culpa não foi da timidez nem da falta de atração; a verdade é que ela simplesmente não sabe a resposta.

Ela só sabe que, assim como todo mundo – será mesmo? –, ela só quer ser feliz. É a mais romântica das criaturas mas (sobre)vive sem romance. Procura reencontrar-se com seu wild side, que muitos duvidam – ou nem desconfiam – existir, mas que está sempre lá e já veio à tona, mas foi fugaz. A primeira imagem que fazem dela agora é “ela é meiga, é certinha, tem cara de quem namora há sete anos e vai ficar noiva”. Como assim? Como alguém pode (se) enganar tanto? Mal sabem que ela quer dançar a noite inteira ao som de um bom rock, pulando e cantando junto, sem se preocupar com o que os outros estão pensando. Que ela quer novamente perder o juízo por uma paixão que ninguém aprova. Quer dar risada a noite inteira e, ao olhar para os lados, ver que todos também estão se divertindo, porque não, nunca se é velho demais pra isso. E apesar de não ser infeliz, quer se sentir suficientemente viva para poder responder a uma simples pergunta num guardanapo amassado...



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