Tô correndo e sem vontade de escrever mas faz uns dias que estou pra postar essa música na série "músicas que eu gostaria de cantar". Numerei esse post como IV porque, embora tenha aparecido a do QOTSA, aquele não era um post oficial da série e esse é um blog sério (cof, cof, cof).
Toda vez que escuto essa música me vem aquele desejo incontrolável de sair cantando, realizando aquela minha fantasia não mais secreta de ter uma banda pra fazer um show só com essas músicas pop. It's My Life foi lançada pelo Talk Talk em 1984 e a versão original – cheia de sintetizadores, como pedia a cartilha dos anos 80 – é incrível, mas eu queria mesmo fazer uma cover da cover que o No Doubt fez em 2003:
It's my life Don't you forget It's my life It never ends
A verdade é que eu não pretendo transformar meu blog nisso, o "maravilhoso blog das citações" mas estou tendo que ler muito e de vez em quando me aparecem umas frases que, de tão simples, são geniais (sim, acho muito mais difícil conseguir ser simples; eu, por exemplo, não o sou):
"O peso-morto de uma tradição de maus costumes não permite que se apreciem com a devida justiça as intenções mais iluminadas" –Italo Calvino, in Palomar
Só pra contextualizar, nesse trecho do livro, intitulado "O seio nu", o senhor Palomar vê uma moça fazendo topless na praia. Aí ele fica naquelas de não sabe se olha, não sabe se não olha e quando ele olha fica todo encanado pois não quer que a moça pense que ele está admirando seu seio nu como se fosse um objeto. Comecei a ler esse livro hoje e estou achando uma brisa completa. Confesso que tive que ler tudo duas vezes, mas não é que tô gostando?
Essa frase aí serve pra vida. Hoje estive pensando muito sobre regras que nos são impostas, tabus e liberdade e, conversando com uma amiga que tá num dilema daqueles, chegamos à conclusão de que às vezes a única saída é fechar os olhos e pular. O meu medo até passou, sabe? Posso voltar a senti-lo amanhã, mas hoje estou me sentindo capaz de tudo; extremamente leve.
Vou até repetir a frase: o peso-morto de uma tradição de maus costumes não permite que se apreciem com a devida justiça as intenções mais iluminadas. Pra você, minha amiga. E para mim também.
"A comunicação humana é um artifício cuja intenção é nos fazer esquecer a brutal falta de sentido de uma vida condenada à morte. Sob a perspectiva da 'natureza', o homem é um animal solitário que sabe que vai morrer e que na hora de sua morte está sozinho. Cada um tem de morrer sozinho por si mesmo. E, potencialmente, cada hora é a hora da morte. Sem dúvida não é possível viver com esse conhecimento da solidão fundamental e sem sentido. A comunicação humana tece o véu do mundo codificado, o véu da arte, da ciência, da filosofia e da religião, ao redor de nós, e o tece com pontos cada vez mais apertados, para que esqueçamos nossa própria solidão e nossa morte, e também a morte daqueles que amamos. Em suma, o homem comunica-se com os outros; é um 'animal político', não pelo fato de ser um animal social, mas sim porque é um animal solitário, incapaz de viver na solidão"
Vilém Flusser, in O Mundo Codificado – Por uma filosofia do design e da comunicação.
Nos últimos anos eu já vi o Jack Johnson, o Incubus, os Strokes e tantas outras bandas que adoro. A minha sorte é que muitas delas são brasileiras, como o Los Hermanos, que eu vi algumas vezes, o Ludov, que eu vi ontem e o Mombojó, que eu também já vi várias vezes. Tudo bem que jamais verei minha banda preferida ao vivo mas pra minha felicidade ficar quase completa ainda posso ter a esperança de ver algumas das minhas bandas preferidas. Nesta lista constam o Travis, o Radiohead (pelamordedeus, alguém me diz que eles vão vir logo?!), o Manu Chao, que eu nunca consigo ver, com seus shows-surpresa, o Keane, que eu perdi no ano passado por estar viajando, e a banda da qual falarei no post: Queens of The Stone Age.
Já coloquei músicas deles aqui em outras ocasiões e já disse que adoro QOTSA, mas ultimamente ando ouvindo bastante o som dos caras e decidi que preciso vê-los ao vivo.
O QOTSA já tocou no Brasil em 2001, durante o Rock in Rio III. Na ocasião, o baixista Nick Oliveri – que saiu da banda, infelizmente – foi preso por atentado ao pudor, após ter tocado vestindo apenas o baixo (quem quiser conferir, tem aqui). Mas eu não fui ao Rock in Rio e em 2001 eu conhecia mas não era fã da banda, logo, perdi.
Enfim, como não só de boa música vive uma banda, devo dizer que também quero ver o ruivão sécsi Josh Homme, vocalista e "dono" da banda.
Josh Homme, esquisitão mas "eu vô"
QOTSA djá!
Aproveitando a ocasião, vamos a mair um momento "músicas que eu gostaria de cantar". Já coloquei esse clipe aqui, mas In My Head é uma das músicas do Queens que eu mais gostaria de cantar, então lá vai (aviso aos moços: vocês vão gostar do clipe, tem uma loirona bonitona. Sou mais o ruivão, é claro ):
I keep on playing our favorite song I turn it up while you're gone It's all I've got when you're in my head And you're in my head so I need it
Há sete anos, no longínquo 2001, eu estava no ônibus indo trabalhar quando tocou no walkman – isso mesmo, essa atual peça de museu, o walkman – a música This Is The Day, do The The, cujo refrão diz "this is the day, your life will surely change". Era fevereiro e aquele seria meu primeiro dia de aula na faculdade. Lembro-me perfeitamente do quanto achei que aquela música se adequava ao que eu sentia.
Eu, otimista incurável, normalmente gosto de mudanças, pois tendo a pensar que elas serão "pra melhor". Sou daquelas que adoram o Reveillon por ter aquela esperança de que, virando a página do calendário, tudo irá melhorar. Ingenuidade? Certamente, mas qual o problema se isso nunca me fez mal? Parece que hoje em dia, com essa onda de "O Segredo" e livros de auto-ajuda, as pessoas que querem parecer cool (a pronúncia disso por acaso é "cu"), logo, os "não-consumidores" desses livros, consideram pecado ser otimista. Que bobagem! Pecado é não tentar ser feliz.
Os quatro anos de faculdade, por fim, acabaram sendo uns dos piores da minha vida. Eu já contei por aqui que eu tinha uma rotina estressante e não aproveitei o curso e a época tanto quanto eu deveria. E me arrependo, sim. Eu poderia ter aprendido mais, ter matado umas aulas pra ir ao bar, ter feito mais amigos. Se esse fosse um texto de auto-ajuda, eu enfeitaria a realidade; diria que meu otimismo trouxe resultados e que minha vida mudou pra muito melhor na faculdade. Não foi assim, foi uma época difícil, mas que serviu para que eu aprendesse muito sobre mim e, o mais importante, não destruiu a minha esperança.
Todo esse blá-blá-blá para dizer que hoje é mais um dia que ouço a música de sete anos atrás tocar. Hoje é a primeira aula do meu curso de pós-graduação. Quando eu me formei, em 2004, tudo o que eu queria era um descanso pra minha cabeça. Desde antes da faculdade que eu penso em fazer um mestrado de História da Arte mas, após os estressantes quatro anos de graduação, eu não tinha a menor condição de estudar mais. Ainda não me sinto apta pra fazer o mestrado, mas eu queria voltar a estudar, então, desde o ano passado que eu procurava uma pós. Quase fiz Marketing, vejam bem, mas a minha viagem (graças a Deus) impossibilitou essa insanidade – um adendo: não tenho absolutamente nada contra o Marketing, mas é que o curso não tem nada a ver comigo.
Em fevereiro fiquei sabendo por duas fontes diferentes – primeiro um colega de trabalho, depois minha querida amiga Deise – da abertura de um curso chamado Design e Humanidades, no Centro Universitário Maria Antônia. Li a proposta do curso, ou seja, agregar aos domínios do Design reflexões de ordem filosófica, sociológica e psicológica, como referências primordiais no exercício de projetos da área nos dias de hoje, e me encantei. Era justamente o curso “de nerd” que eu procurava! Fiz a prova de seleção e fiquei muito feliz por ter sido aprovada pois, além de ter sido bem difícil, a parte vaidosa que existe em mim fica satisfeita de ter a chance de estudar numa instituição de renome, com professores idem.
Sinto pela primeira vez em muito tempo que estou chegando perto dos meus sonhos e essa esperança me deixa muito feliz. E já que falei em livros de auto-ajuda, vou utilizar uma expressão bem recorrente nesse tipo de texto: cada um é responsável pela própria felicidade. Minha vida certamente irá mudar e se essa mudança não for pra melhor, tenho certeza que saberei tentar de novo.
Pleno sábado à noite, Daniele em casa, (ainda) tratando umas fotos da viagem de setembro, quando o Media Player me escolhe essa daqui:
Sen-sa-cio-naaaaaaaaal!!!
Isso porque eu acabara de comentar com meu amigo Rogê que estou prestes (Rogê, usei esse verbo procê lembrar do professor, tá? ) a tatuar na minha testa "sou legal, não estou te dando mole", de tanto que sou misunderstood nessa vida...
Cause I'm just a soul whose intentions are good, oh Lord, please don't let me be misunderstood!
Baixe aqui Don't Let Me Be Misunderstood, um "crááááááááááássico" dos anos 1970 e cante comigo.
Quase me esqueço, que absurdo: parabéns a todas as mulheres-maravilha que passarem por aqui! Usando um clichêzão, só pra não perder o costume: um viva à dor e delícia de ser mulher.
Hoje é segunda-feira, dia em que uma certa dose de mau humor é normal e aceitável. Ainda mais quando se está com uma dor de cabeça insuportável há mais de 15 dias e o neurologista só poderá te atender na segunda quinzena de abril.
Sendo assim, acho que hoje é um dia perfeito para eu publicar os piores momentos do meu dia (não de hoje, de TODOS os dias):
1- Pegar uma lotação que faz jus ao nome pra chegar ao metrô. São só de 15 a 20 minutos de uma tortura bem torturante: gente empacada no corredor, te impedindo de chegar na parte de trás da lotação, que sempre está mais vazia; gente fedendo logo cedo; todas as janelas fechadas em pleno verão; motorista atrasado que esquece que está transportando gente, entre outras coisas.
2- Caminhar cerca de 1 Km por uma das ruas mais sujas e fedidas de São Paulo pra finalmente chegar no trabalho onde...
3- ...o ar-condicionado está ligado logo cedo em uma temperatura sibérica, o que provavelmente é uma das causas da minha dor de cabeça de 15 dias.